segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Como pronunciar nomes científicos
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Projeto Dead Drops
Um Dead Drop consiste basicamente num dispositivo de armazenamento, geralmente um pendrive, que é incrustado em paredes, muros, prédios ou qualquer estrutura em local público para que se torne acessível a qualquer um. Todos são convidados a depositar ou encontrar arquivos num dead drop, bem como instalar os seus próprios livremente.
Preferencialmente um dead drop deve ser conectado a alguma estrutura fixa com apenas a sua entrada pela qual possa ser conectado a um computador estando visível. Assim, qualquer um pode conectar seu notebook ou outro aparelho à entrada e participar.
Maiores informações podem ser encontradas no site oficial do projeto, que possui a localização de todos os dead drops instalados no mundo, além das instruções sobre como fazer o seu.
No Brasil, no momento, existem apenas 3 dead drops instalados. Um no Rio de Janeiro, um em Florianópolis e um em Ivoti-RS. Todos os que se encontram nas localidades destes dead drops estão convidados a usufruir dos mesmos.
domingo, 14 de agosto de 2011
34 anos do sinal Wow!
Numa nova tentativa de reativação do blog, vou falar um pouco sobre o sinal Wow! que está completando 34 anos.
Em 15 de agosto de 1977, às 23:16 horas, o astrônomo Dr. Jerry R. Ehman detectou um forte sinal de rádio de banda estreita enquanto trabalhava num projeto do SETI no radiotelescópio The Big Ear na Universidade do Estado de Ohio. O sinal durou 72 segundos e vinha da zona oeste da constelação de Sagitário e alcançou uma intensidade 30 vezes superior a do ruído de fundo, mas não foi mais detectado desde então.
O protocolo utilizado não incluía a gravação dos sinai, sendo que este foi apenas registrado pelo computador numa seção de papel contínuo. Dias depois, o jovem professor Jerry R. Ehman, enquanto trabalhava como voluntário no projeto SETI revisando os registros do computador, descobriu o sinal. Fascinado com o fato de este sinal alcançar a assinatura esperada para um sinal interestelar na antena usada, Ehman circulou-o no papel e escreveu o comentário "Wow!" ao seu lado, fazendo com que este comentário se tornasse o nome com que o sinal passou a ser conhecido.
O código alfanumérico circulado, 6EQUJ5, descreve a variação da intensidade do sinal. Um espaço representa uma intensidade entre 0 e 1, os números 1 a 9 representam as intensidades correspondentes (de 1,0 a 10,0), e intensidades acima destas são representadas por letras (A para 10,0 a 11,0; B para 11,0 a 12,0; etc.). O valor mais alto detectado foi U (entre 30,0 e 31,0), o que em escala linear é mais de 30 vezes mais alto que o ruído normal de fundo.
Os valores assumido para a frequência foram 1420,356 MHz (por J. D. Kraus) e 1420,4556 MHz (por Ehman). Esta frequência é significativa pelo fato de o hidrogênio, que asume-se seja o elemento mais abundante do Universo, ressoa a cerca de 1420 MHz, de forma que extraterrestres poderiam usar esta frequência para transmitir um sinal forte. Também é importante notar que esta frequência é parte do "espectro protegido", uma banda na qual transmissores terrestres são proibidos de transmitir.
A determinação precisa da origem do sinal foi difícil pelo fato do telescópio usar duas antenas para procurar por sinais, cada uma apontando para uma direção ligeiramente diferente. O sinal foi detectado por uma das antenas, mas o processamento dos dados ocorreu de maneira que é impossível determinar por qual delas ele entrou.
O que se pode concluir é que o sinal veio de algum ponto da constelação de sagitário, a cerca de 2.5 graus ao sul do grupo estelar de quinta magnitude Chi Sagittarii. A estrela facilmente visível mais próxima é Tau Sagittarii.
O sinal era esperado ser detectado pelas duas antenas com uma diferença de 3 minuto entre elas, mas isso não ocorreu. Diversas tentativas de detectar novamente um sinal similar nos anos seguintes não obtiveram sucesso. Diversas especulações sobre a origem do sinal foram levantada, mas nada foi conclusivo.
Vocês podem ouvir uma reconstrução do que o sinal teria soado aqui.
O som inevitavelmente me fez lembrar dos sons agudos ouvidos nos episódios da série clássica de Star Trek, não concordam? "Captain! We detected a strong signal coming from Chi Sagittarii!"
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Mulheres aumentam a inteligência de um grupo
E lá vão as mulheres se gabar ainda mais
A pesquisadora Anita Woolley e sua equipe, da Universidade Carnegie Mellon em Pittsburgh, mediram a inteligência grupal e as influências dos indivíduos sobre ela. Para medi-la, 699 foram divididas em grupos de 2 a 5 indivíduos e lhe foram dadas taredas simples como brainstorming, raciocínio moral, resolução de quebra-cabeças, digitação e negociação.
O resultado demonstrou que a inteligência individual dos integrantes não representou grande papel na inteligência do grupo. Sensibilidade social foi de longe o fator mais importante. Outros pontos de grande influência foram o tempo em que os grupos permaneciam falando e o número de mulheres neles. Wooley acredita que isto se deva ao fato de as mulheres terem uma sensibilidade social maior que os homens.
A influência do gênero dos integrantes foi uma surpresa, pois vai contra estudos anteriores que mostravam que em grupos mistos, as mulheres geralmente se sentiam ignoradas.
Wooley diz que processos de seleção usados para formar grupos em locais de trabalho podem precisar ser reavaliados, alterando o foco da inteligência individual para habilidades de colaboração.
Fonte: http://www.newscientist.com/article/dn19530-social-sensitivity-trumps-iq-in-group-intelligence.html
sábado, 18 de setembro de 2010
Sacudindo

De acordo com o Dr. Gregory Johnston da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Flinders, "Diferente da maioria das rãs, a perereca-de-olhos-vermelhos não demonstram qualquer evidência de fêmeas escolhendo um macho pela voz mais alta ou mais bonita". Em vez disso, as fêmeas parecem felizes de se acasalar com qualquer macho em cujo território estejam vagando, fazendo com que o território seja realmente importante.
Johnston foi a América Central tentar descobrir por que os machos desta espécie são tão mais brilhantemente coloridos do que os de outras espécies e pensou que isto deveria simbolizar alguma sinalização, em especial por eles exporem uma região particularmente colorida quando outro macho invade seu território.
Contudo, isso ocorre em situações em que os machos sacodem os galhos em que estão sentados, aparentemente para deter os outros machos. Aparentemente, as sacudidas são importantes para demonstrar o tamanho e força de um macho, afastando os rivais. Este é o primeiro caso de um vertebrado arborícola se comunicando por vibração.
Esta descoberta pode ajudar a explicar por que esta espécie está desaparecendo em regiões próximas a estradas nas florestas chuvosas da América Central. A passagem constante de caminhões pelas estradas podem estar afastando as pererecas, que talvez estejam temendo rivais inimaginavelmente podersosos.
Fonte: http://www.australasianscience.com.au/article/issue-september-2010/frogs-shake-tree.html
