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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A mamãe pterossaura

Um fóssil de pterossauro descrito na Science de Janeiro deste ano mostra uma mãe pterossauro (gênero Darwinopterus) que morreu há cerca de 160 milhões de anos após machucar uma asa e cair num lago. A fêmea em questão trazia em seu interior um único ovo que, com o início do processo de decomposição, foi expelido do corpo.

Este fóssil ajudou a confirmar duas ideias já levantadas sobre a vida dos pterossauros.
1. Machos e fêmeas possuem dimorfismo sexual: Muitos fósseis de Darwinopterus possuem uma crista percorrendo o focinho, enquanto outros não a possuem. Como o fóssil em questão trata-se com certeza de uma fêmea e esta não possuía a crista em questão, supõe-se que somente os machos carregassem este adorno.
2. Pterossauros enterram seus ovos na areia: Esqueçam os ninhos de pterossauros no alto de galhos ou montanhas que você via nos filmes! O ovo encontrado junto à fêmea provavelmente possuía uma casca flexível e pouco calcificada, de forma semelhante às dos ovos de muitos répteis modernos. Assim, é mais provável que os ovos fossem enterrados na areia, onde a umidade do ambiente seria capaz de providenciar a água necessária ao embrião. Os poucos fósseis já conhecidos de ovos de pterossauros e dos embriões contidos neles já levantavam tais suspeitas, pois os fetos já apresentavam asas bem desenvolvidas e ossos com calcificação suficiente para permitir que voassem logo após deixar o ovo.

Então a partir de agora pense nos filhotes de pterossauros saindo da areia como fazem as pequenas tartarugas, prontos para explorar o mundo por conta própria.

sábado, 14 de novembro de 2009

Algas, serial killers

As algas podem ser encontradas praticamente em qualquer local úmido e com luz solar, formando desde limos escorregadios sobre rochas até emaranhados de vários hectares pelos mares do mundo. Sua importância no planeta inclui a oxigenação da atmosfera, a formação de rochas e petróleo, além de fontes de alimento para diversos organismos. Elas também podem trazer efeitos nocivos, como as famosas marés vermelhas e talvez até mesmo as grandes extinções em massa na história da Terra!Segundo um estudo realizado pelos cientistas James Castle e John Rogers, da Universidade de Clemson, na Carolina do Sul, EUA, algas produtoras de toxinas podem ter tido um papel importante durante as grandes extinções em massa do Fanerozoico.

Geralmente as extinções são ligadas a impactos de asteroides e vulcanismo, mas talvez o problema maior seja decorrente dos blooms de algas que ocorriam após estes eventos. Há de fato várias evidências de tais fenômenos nos registros fósseis. Como se sabe, estes blooms costumam ocorrer durante uma elevação anormal da temperatura da água ou da concentração de nutrientes.

E como é de conhecimento geral, a Terra está aquecendo, e com ela os oceanos. Parece que as algas vêm aí outra vez para fazer uma nova limpeza.

Fonte: http://www.scientificamerican.com/podcast/episode.cfm?id=are-algae-mass-murderers-09-11-13

Moscas-escorpiões: abelhas da pré-história

Reconstrução de mecópteros polinizando coníferas. Créditos:  Mary Parrish. Department of Paleobiology of the National Museum of Natural History.
Antes do surgimento das Angiospermas, as plantas com flores, o mundo era dominado pelas coníferas e cicas. Acreditava-se assim que o mais provável é que a polinização destas plantas era realizada pelo vento e pela água, como continua a ser com estes grupos hoje em dia. A polinização por insetos teria surgido só após o aparecimento das primeiras plantas com flores.
Descobertas recentes, no entanto, indicam que a polinização por insetos pode ser mais antiga do que se imaginava, precedendo as flores.
Insetos da ordem Mecoptera (chamados de "scorpionflies" em inglês, literalmente "moscas escorpião") parecem já ter sugado líquidos semelhantes a néctar em coníferas e samambaias há milhões de anos, segundo fósseis recentemente examinados. O aparelho bucal de formato tubular seria capaz de sorver néctar de pelo menos cinco espécies diferentes de coníferas. O único problema com a teoria é a falta de grãos de pólen fossilizados em tais insetos, contudo eles podem ter sido destruídos pela oxidação com o passar do tempo.
Entre o elenco que compunha estes primeiros polinizadores, cita-se as espécies Jeholopsyche liaoningensis e Vitimopsyche gloriae.
Fonte: http://www.livescience.com/animals/091105-scorpion-nectar.html
Mais uma curiosidade sobre Mecoptera: estudos filogenéticos (Michael F. Whiting, 2002) mostraram que as pulgas são seus parentes próximos. provavelmente as pulgas tendo derivado de um grupo de Mecoptera que se tornou bastante especializado.