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domingo, 14 de agosto de 2011

34 anos do sinal Wow!

Hello, folks!
Numa nova tentativa de reativação do blog, vou falar um pouco sobre o sinal Wow! que está completando 34 anos.
Em 15 de agosto de 1977, às 23:16 horas, o astrônomo Dr. Jerry R. Ehman detectou um forte sinal de rádio de banda estreita enquanto trabalhava num projeto do SETI no radiotelescópio The Big Ear na Universidade do Estado de Ohio. O sinal durou 72 segundos e vinha da zona oeste da constelação de Sagitário e alcançou uma intensidade 30 vezes superior a do ruído de fundo, mas não foi mais detectado desde então.
O protocolo utilizado não incluía a gravação dos sinai, sendo que este foi apenas registrado pelo computador numa seção de papel contínuo. Dias depois, o jovem professor Jerry R. Ehman, enquanto trabalhava como voluntário no projeto SETI revisando os registros do computador, descobriu o sinal. Fascinado com o fato de este sinal alcançar a assinatura esperada para um sinal interestelar na antena usada, Ehman circulou-o no papel e escreveu o comentário "Wow!" ao seu lado, fazendo com que este comentário se tornasse o nome com que o sinal passou a ser conhecido.
O código alfanumérico circulado, 6EQUJ5, descreve a variação da intensidade do sinal. Um espaço representa uma intensidade entre 0 e 1, os números 1 a 9 representam as intensidades correspondentes (de 1,0 a 10,0), e intensidades acima destas são representadas por letras (A para 10,0 a 11,0; B para 11,0 a 12,0; etc.). O valor mais alto detectado foi U (entre 30,0 e 31,0), o que em escala linear é mais de 30 vezes mais alto que o ruído normal de fundo.
Os valores assumido para a frequência foram 1420,356 MHz (por J. D. Kraus) e 1420,4556 MHz (por Ehman). Esta frequência é significativa pelo fato de o hidrogênio, que asume-se seja o elemento mais abundante do Universo, ressoa a cerca de 1420 MHz, de forma que extraterrestres poderiam usar esta frequência para transmitir um sinal forte. Também é importante notar que esta frequência é parte do "espectro protegido", uma banda na qual transmissores terrestres são proibidos de transmitir.
A determinação precisa da origem do sinal foi difícil pelo fato do telescópio usar duas antenas para procurar por sinais, cada uma apontando para uma direção ligeiramente diferente. O sinal foi detectado por uma das antenas, mas o processamento dos dados ocorreu de maneira que é impossível determinar por qual delas ele entrou.
O que se pode concluir é que o sinal veio de algum ponto da constelação de sagitário, a cerca de 2.5 graus ao sul do grupo estelar de quinta magnitude Chi Sagittarii. A estrela facilmente visível mais próxima é Tau Sagittarii.
O sinal era esperado ser detectado pelas duas antenas com uma diferença de 3 minuto entre elas, mas isso não ocorreu. Diversas tentativas de detectar novamente um sinal similar nos anos seguintes não obtiveram sucesso. Diversas especulações sobre a origem do sinal foram levantada, mas nada foi conclusivo.

Vocês podem ouvir uma reconstrução do que o sinal teria soado aqui.
O som inevitavelmente me fez lembrar dos sons agudos ouvidos nos episódios da série clássica de Star Trek, não concordam? "Captain! We detected a strong signal coming from Chi Sagittarii!"

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A forma e a posição das coisas vivas em Europa

Concepção artística da possibilidade de vida em Europa. Fonte: NASA
Como há muito se especula, as condições geológicas/climáticas do satélite Europa de Júpiter permitiriam o desenvolvimento de formas de vida neste corpo celeste.
Para aqueles que não sabem, Europa é uma das maiores luas de Júpiter, com uma superíficie composta basicamente por gelo de água e, segundo se acredita, pode conter um oceano de água líquida em camadas mais profundas, nas quais seria possível a vida se desenvolver.
A gravidade de Júpiter atua fortemente sobre suas luas, causando um fenômeno semelhante às marés na Terra, mas numa escala muito maior, fazendo a própria crosta se mover violentamente, causando abalos sísmicos.
Segundo cálculos mais recentes usando simulações de computador, a influência da gravidade de Júpiter poderia ter efeitos maiores do que somente puxar e quebrar a superfície, causando também ondas planetárias gigantescas no oceano subterrâneo de Europa. Estas ondas poderiam ser a fonte primária de distribuição de energia, como o calor, pelo satélite.
Novas pesquisas também mostraram que o oceano de Europa pode ser alimentado por quantidades de oxigênio centenas de vezes maior do que se imaginava inicialmente, o que permitiria o desenvolvimento de formas de vida mais complexas e organizadas, como peixes (ou o correspondente de peixes em Europa).
A vida, se existir nesta lua, deve ter alguma semelhança com os ecossistemas econtrados no fundo dos oceanos na Terra, junto a fontes termais.

Fontes: http://news.nationalgeographic.com/news/2009/11/091116-jupiter-moon-life-europa-fish.html
http://news.nationalgeographic.com/news/2008/12/081210-europa-oceans.html