Mostrando postagens com marcador Astronomia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Astronomia. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de abril de 2017

NASA não encontra vida em Encélado

Sim, é isso mesmo.

Nos últimos dias, explodiram notícias sobre evidências de vida na lua Encélado, de Saturno. Mas o que são essas evidências?

Há alguns anos, em 2005 mais precisamente, a sonda Cassini encontrou jatos de gelo e vapor de água saindo de Encélado, o que indica um provável oceano abaixo da superfície gelada. Posteriormente foram encontradas moléculas orgânicas nessas plumas dos gêiseres, tal como metano e formol, e mais recentemente detectou-se a presença de hidrogênio molecular.

Encélado é visto aqui como o pontinho branco no meio do anel E de Saturno, o qual é produzido pelos jatos que saem da lua.

Na Terra, hidrogênio molecular é produzido em fontes hidrotermais no fundo do oceano, e esses lugares são conhecidos por abrigar uma vida microbiana bastante diversa. Isso prova que existe vida em Encélado? NÃO! Torna mais provável que haja? TALVEZ!

Mas como em outras situações, como em Marte, Europa, Titã... ou na descoberta de exoplanetas possivelmente em zonas habitáveis, só o que temos são possibilidades. Por enquanto seguimos sozinhos no universo e só quando realmente encontrarmos uma forma de vida extraterrestre é que podemos estar certos de que há mais alguém lá fora.

A descoberta em Encélado traz uma pequena nova esperança, mas ainda nenhuma confirmação.

Referência principal:

Voosen, P. 2017. Food for microbes found on Enceladus. Science News. DOI: 10.1126/science.aal1047

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

As águas congeladas do barqueiro do inferno

Novas imagens de Caronte, a maior lua de Plutão, indicam que esse pequeno e gelado astro perdido nas geladas bordas do Sistema Solar já conteve um oceano líquido.

No início de sua vida, Caronte, cujo nome faz referência ao barqueiro do inferno na mitologia grega, provavelmente apresentava boa parte de seu gelo em forma de água líquida. As evidências disso são uma série de fraturas no hemisfério norte, além dos mais evidentes penhascos no equador, que possivelmente foram causadas quando água líquida no interior da lua congelou e se expandiu. Algumas desses penhascos equatoriais são os mais longos conhecidos.

Esse oceano, no entanto, deve ter congelado poucos milhões de anos após se formar. Então, apesar de ser um registro importante sobre a história do nosso Sistema Solar, não há chance de encontrarmos um oceano repleto de vida lá como se espera haver em Europa.

Esta é uma imagem de Caronte produzida ano passado durante a passagem da New Horizons pelo local. As novas imagens, obtidas no mesmo tempo, incluem maiores detalhes topográficos que permitiram a elaboração das hipóteses a cerca do oceano interno.
Fonte: <http://www.sciencemag.org/news/2016/02/pluto-s-moon-charon-may-have-hosted-vast-ocean>. Acesso em 22 de fevereiro de 2016.

domingo, 14 de agosto de 2011

34 anos do sinal Wow!

Hello, folks!
Numa nova tentativa de reativação do blog, vou falar um pouco sobre o sinal Wow! que está completando 34 anos.
Em 15 de agosto de 1977, às 23:16 horas, o astrônomo Dr. Jerry R. Ehman detectou um forte sinal de rádio de banda estreita enquanto trabalhava num projeto do SETI no radiotelescópio The Big Ear na Universidade do Estado de Ohio. O sinal durou 72 segundos e vinha da zona oeste da constelação de Sagitário e alcançou uma intensidade 30 vezes superior a do ruído de fundo, mas não foi mais detectado desde então.
O protocolo utilizado não incluía a gravação dos sinai, sendo que este foi apenas registrado pelo computador numa seção de papel contínuo. Dias depois, o jovem professor Jerry R. Ehman, enquanto trabalhava como voluntário no projeto SETI revisando os registros do computador, descobriu o sinal. Fascinado com o fato de este sinal alcançar a assinatura esperada para um sinal interestelar na antena usada, Ehman circulou-o no papel e escreveu o comentário "Wow!" ao seu lado, fazendo com que este comentário se tornasse o nome com que o sinal passou a ser conhecido.
O código alfanumérico circulado, 6EQUJ5, descreve a variação da intensidade do sinal. Um espaço representa uma intensidade entre 0 e 1, os números 1 a 9 representam as intensidades correspondentes (de 1,0 a 10,0), e intensidades acima destas são representadas por letras (A para 10,0 a 11,0; B para 11,0 a 12,0; etc.). O valor mais alto detectado foi U (entre 30,0 e 31,0), o que em escala linear é mais de 30 vezes mais alto que o ruído normal de fundo.
Os valores assumido para a frequência foram 1420,356 MHz (por J. D. Kraus) e 1420,4556 MHz (por Ehman). Esta frequência é significativa pelo fato de o hidrogênio, que asume-se seja o elemento mais abundante do Universo, ressoa a cerca de 1420 MHz, de forma que extraterrestres poderiam usar esta frequência para transmitir um sinal forte. Também é importante notar que esta frequência é parte do "espectro protegido", uma banda na qual transmissores terrestres são proibidos de transmitir.
A determinação precisa da origem do sinal foi difícil pelo fato do telescópio usar duas antenas para procurar por sinais, cada uma apontando para uma direção ligeiramente diferente. O sinal foi detectado por uma das antenas, mas o processamento dos dados ocorreu de maneira que é impossível determinar por qual delas ele entrou.
O que se pode concluir é que o sinal veio de algum ponto da constelação de sagitário, a cerca de 2.5 graus ao sul do grupo estelar de quinta magnitude Chi Sagittarii. A estrela facilmente visível mais próxima é Tau Sagittarii.
O sinal era esperado ser detectado pelas duas antenas com uma diferença de 3 minuto entre elas, mas isso não ocorreu. Diversas tentativas de detectar novamente um sinal similar nos anos seguintes não obtiveram sucesso. Diversas especulações sobre a origem do sinal foram levantada, mas nada foi conclusivo.

Vocês podem ouvir uma reconstrução do que o sinal teria soado aqui.
O som inevitavelmente me fez lembrar dos sons agudos ouvidos nos episódios da série clássica de Star Trek, não concordam? "Captain! We detected a strong signal coming from Chi Sagittarii!"

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Beagle, Saturno, Urano e o Coração Artificial

De volta com mais um post depois de muito tempo. (Anda me faltando inspiração e tempo =| )
Neste post falarei sobre eventos importantes ocorridos neste dia, 11 de Maio, na ciência.

11 de Maio de 1820 - Ocorre o lançamento do famoso HMS Beagle, que em sua segunda viagem (de 27 de Dezembro de 1831 a 2 de Outubro de 1836) levou Charles Darwin em sua expedição pela América do Sul, um marco decisivo para o surgimento da Teoria da Seleção Natural.

11 de Maio de 1871 - Morre Sir John Frederick William Hershel, matemático, astrônomo e químico inglês. Responsável pelo início do uso do sistema de dias julianos em astronomia, além de estudos sobre daltonismo e o poder químico dos raios ultravioletas.Entre 1821 e 1823, ele reexaminou, juntamente com o astrônomo James South, as estrelas duplas que haviam sido catalogadas por seu pai, Sir Friedrich Wilhelm Herschel. Por esse trabalho, recebeu a medalha de outro da Royal Astronomical Society em 1826.
Seu trabalho entitulado "Um discurso preliminar sobre o estudo da filosofia natural", publicado em 1831, foi base de inspiração para Charles Darwin enquanto este era estudante da Universidade de Cambridge.
Em 13 de Novembro de 1833, partiu para a Cidade do Cabo, na África do Sul com a intenção de catalogar estrelas, nebulosas e outros objetos nos céus do hemisfério sul. Entre suas observações estava a do retorno do Cometa Halley no ano de 1834. Além do trabalho astronômico, ele produziu, com sua esposa, Margaret, um catálogo de 131 ilustrações botânicas sobre a flora capense.
Ele retornou à Inglaterra em 1838 e, em 1847, publicou o trabalho entitulado "Resultados de Observações Astronômicas feitas no Cabo da Boa Esperança". No trabalho, ele propôs os nomes para os satélites de Saturno e Urano conhecidos na época, e que são usados até hoje:
Saturno: Mimas, Encélado, Tétis, Dione, Reia, Titã e Japeto.
Urano: Ariel, Umbriel, Titânia, Oberon

11 de Maio de 1946 - Nasce Robert Koffler Jarvik, pesquisador estadunidense responsável pela criação do coração artificial Jarvik-7 que, apesar de limitar muito os movimentos do usuário, controlava outros problemas como embolia e infecção. O primeiro paciente a receber o implante em 2 de dezembro de 1982 sobreviveu por 112 dias, realizando visitas frequentes ao hospital neste intervalo.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Migalhas de galáxia encontradas na Via Láctea

Uma nova corrente estelar foi encontrada correndo através da constelação de Aquário e os astrônomos pensam que ela é o que sobrou de uma galáxia menor que foi recentemente engolida por nossa galáxia.
Uma corrente estelar é um conjunto de estrelas associadas que orbitam uma galáxia e tiveram origem num aglomerado estelar ou numa galáxia anã que se partiu e esticou devido aos efeitos gravitacionais da galáxia maior.

A Via Láctea abriga mais de uma dúzia de correntes estelares, sendo que a maioria corre em torno do plano galáctico, como visto na imagem acima. Contudo a corrente de Aquário se encontra inserida dentro do plano, como visto na simulação abaixo.

Os pontos em rosa representam a corrente de aquário em sua posição dentro da Via Láctea.
A corrente de Aquário é a mais próxima do Sistema Solar já encontrada, estendendo-se de 1500 a 30000 anos-luz, em direção à constelação de mesmo nome. Também é a corrente mais jovem conhecida, tendo provavelmente se formado há "apenas" 700 milhões de anos, algo recente em termos cósmicos.
"As estrelas que o formam, no entanto, são bem velhas, com aproximadamente 10 bilhões de anos", diz a líder do estudo Mary Williams, uma pesquisadora de pós-doutorado do Astrophysical Institute Potsdam, na Alemanha. "Então é uma coisa velha que foi comida recentemente, algo como um lanche velho e mofado, eu acho."

Fonte para maiores informações: http://news.nationalgeographic.com/news/2011/02/110207-milky-way-galaxy-aquarius-stream-snack-space-science/

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Eppur si muove

Fazem hoje 377 anos que Galileu foi julgado diante da Congregação pela Doutrina da Fé por ensinar que a Terra orbita o Sol.

sábado, 18 de setembro de 2010

Álbum de Família

Hoje fazem 33 anos que a sonda Voyager 1 fotografou a Terra e a Lua juntas, sendo esta a primeira foto deste tipo de todos os tempos. A imagem foi registrada no dia 18 de setembro de 1977, quando a Voyager 1 se encontrava a 11,66 milhões de quilômetros da Terra.

A foto foi formada a partir de três imagens tiradas através filtros de cores e, como a Terra se apresentava muito mais brilhante, a Lua foi artificialmente clareada por um fator de 3 relativo à Terra de forma que ambos os corpos pudessem ser claramente vistos na impressão.

Fonte: http://visibleearth.nasa.gov/view_rec.php?id=546

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

As estrelas II - Aspectos

No segundo post desta série (que demorou para sair, eu sei), vou falar um pouco dos aspectos que caracterizam uma estrela.

1. Massa: todo mundo que já estudou química e física sabe o que "massa" significa. É a quantidade de matéria existente num determinado corpo. As estrelas, com seu imenso tamanho, possuem uma quantidade gigantesca de massa. O Sol, por exemplo, possui uma massa de 1.9891 x 10^30 quilos, ou seja, quase 2 nonilhões de quilos ou 2 octilhões de toneladas. Por estes números serem tão absurdamente altos, a massa de uma estrela, para simplificação, costuma ser apresentada numa unidade chamada "massa solar" (símbolo M). Uma estrela com 2 Mpossui duas vezes a quantidade de massa que o Sol.

2. Temperatura: este termo é bem claro. Indica o quão quente é a estrela. A temperatura costuma ser representada em Kelvin, a unidade de medida padrão em física para temperatura. Para converter graus Celsius em Kelvin, basta adicionar 273.15 ao valor. Assim, um objeto com temperatura de 50 graus Celsius possui 323.15 Kelvin. A temperatura da superífice do Sol é de cerca de 5778 K.

3. Idade: indica o quão velha é a estrela, ou seja, há quantos anos ela existe (desde que se formou nos processos que serão discutidos em outra postagem). Esta idade pode variar de escalas de unidades a até bilhões de anos. A idade do Sol é estimada em 4.57 bilhões de anos ou 4.57 Gy (gigayears, inglês para "giga-anos").

4. Magnitude: indica o brilho de uma estrela ou outro corpo celeste. Em palavras mais técnicas, indica uma medida logarítmica do brilho de um objeto medido num comprimento de onda ou intervalo de comprimentos de onda específico, geralmente em comprimentos de luz visível ou infravermelho curto. Quanto mais brilhante um objeto é, menor é sua magnitude, podendo ela chegar a padrões negativos. Esta medida pode parecer bizarra, e de fato é de alguma forma.

Sua origem remonta ao astrônomo grego Hiparco. Ele classificou os objetos estelares em relação ao quão brilhantes eles apareciam. Os mais brilhantes possuíam magnitude 1, os próximos mais brilhantes tinham magnitude 2, indo até a magnitude 6 que incluía os mais fracos visíveis. Esta escala possui cerca de 2 mil anos de idade. A estrela Vega foi definida em tempos modernos como tendo uma magnitude zero, a partir da qual as outras eram medidas. (Instrumentos modernos redefiniram a magnitude desta estrela para 0.03). A estrela mais brilhante no céu noturno, Sirius, possui uma magnitude de -1,46 a -1.5.

Um problema na medição da magnitude se deve ao fato de o olho humano ser mais sensível à luz vermelha do que à luz azul. Já filmes fotográficos são mais sensíveis ao azul do que ao vermelho, o que pode causar uma diferença entre a magnitude visual e a fotográfica. Ao medir a luminosidade com instrumentos específicos, encontramos um fator de multiplicação de 2.512 (a raiz quinta de 100) entre as magnitudes, numa escala logarítmica e não linear. (ou seja, uma estrela de magnitude 2 é cerca de 2.5x mais brilhante do que uma de magnitude 3).

Os astrônomos definem 2 tipos de magnitude: magnitude aparente e magnitude absoluta.

Magnitude aparente: mede o brilho de uma estrela, ou seja, o quão brilhante ela é vista da Terra. Por exemplo, a estrela Alfa do Centauro tem um valor de magnitude aparente menor (mais brilhante) do que Betelgeuse, o que se deve ao fato de a primeira estar muito mais próximo da Terra do que a segunda.
Magnitude absoluta: mede a luminosidade de uma estrela, ou seja, quanta luz ela emite. Corresponde à magnitude aparente a partir de uma distância padrão. (Para estrelas, essa distância foi estipulada em 10 parsecs, que correspondem a 32.6 anos-luz). A magnitude absoluta de Betelgeuse é muito menor do que a de Alfa do Centauro, porque é muito mais luminosa.

5. Tamanho: indica o quão grande a estrela é. Pode ser indicado pelo raio ou volume da estrela. O Sol possui um raio de 695500 km e um volume de 1.412 x10^18 km³ (1412 quadrilhões de quilômetros cúbicos). A medida do raio costuma usar o padrão R (raios solares).

6. Tipo espectral: representa as características espectrais ("cor") da estrela. Descreve a forma como sua cromosfera (termo a ser discutido posteriormente) está ionizada, fazendo-a emitir uma quantidade maior de luz numa determinada faixa do espectro de luz, o que ajuda a determinar sua temperatura. Atualmente as estrelas são classificadas usando as letras O, B, A, F, G, K, M onde O são as mais quentes e M as mais frias. Informalmente a cada uma destas classes é atribuída uma cor, mas esta pode variar dependendo das condições em que o observador se encontra.
Estrelas O são chamadas de "azuis", B "branco-azuladas", A "brancas", F "branco-amareladas", G "amarelas", K "laranjas" e M "vermelhas".
O atual sistema de classificação de Morgan-Keenan (não é Morgan Freeman!), adiciona ainda um número entre 0 e 9 para indicar a décima parte na distância entre uma classe e outra. Ou seja, uma estrela de classe A5 está na metade do caminho entre uma A0 e uma F0. Além disso se acrescenta ainda um número romano entre I e V para expressar certas linhas de absorção do espectro da estrela, que ajudam a definir qual a quantidade de luminosidade emitida pela estrela e qual a fase de vida em que ela se encontra. O tipo espectral do Sol é G2V.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

As estrelas I - Uma breve introdução

Astronomia é um assunto que sempre me interessou e, portanto, não posso deixar de compartilhar um pouco sobre as maravilhas que formam o Universo com os visitantes deste blog.

Assim decidi fazer uma série de postagens explicando o básico sobre as estrelas. Estes corpos celestes luminosos que iluminam nosso céu não são apenas uma porção de pontos brilhantes iguais. As estrelas são bastante diversas e tem um ciclo de vida com fases distintas. Aspectos importantes incluem sua massa, temperatura, idade, magnitude, tamanho, cor, luminosidade, etc...

Mas vamos começar do começo. O que exatamente é uma estrela? Mais do que bolas brilhantes, as estrelas são esferas gigantescas de plasma mantidas juntas pela gravidade e que brilham devido às reações de fusão nuclear que ocorrem em seu interior, liberando enormes quantidades de energia.

Praticamente todos os elementos químicos acima do hidrogênio e do hélio são formados através de processos de fusão nuclear em estrelas.

As estrelas podem existir sozinhas, em duplas (sistemas binários), em trios ou mais (sistemas múltiplos) ou formar aglomerados. Um grande amontoado de estrelas formam uma galáxia.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A forma e a posição das coisas vivas em Europa

Concepção artística da possibilidade de vida em Europa. Fonte: NASA
Como há muito se especula, as condições geológicas/climáticas do satélite Europa de Júpiter permitiriam o desenvolvimento de formas de vida neste corpo celeste.
Para aqueles que não sabem, Europa é uma das maiores luas de Júpiter, com uma superíficie composta basicamente por gelo de água e, segundo se acredita, pode conter um oceano de água líquida em camadas mais profundas, nas quais seria possível a vida se desenvolver.
A gravidade de Júpiter atua fortemente sobre suas luas, causando um fenômeno semelhante às marés na Terra, mas numa escala muito maior, fazendo a própria crosta se mover violentamente, causando abalos sísmicos.
Segundo cálculos mais recentes usando simulações de computador, a influência da gravidade de Júpiter poderia ter efeitos maiores do que somente puxar e quebrar a superfície, causando também ondas planetárias gigantescas no oceano subterrâneo de Europa. Estas ondas poderiam ser a fonte primária de distribuição de energia, como o calor, pelo satélite.
Novas pesquisas também mostraram que o oceano de Europa pode ser alimentado por quantidades de oxigênio centenas de vezes maior do que se imaginava inicialmente, o que permitiria o desenvolvimento de formas de vida mais complexas e organizadas, como peixes (ou o correspondente de peixes em Europa).
A vida, se existir nesta lua, deve ter alguma semelhança com os ecossistemas econtrados no fundo dos oceanos na Terra, junto a fontes termais.

Fontes: http://news.nationalgeographic.com/news/2009/11/091116-jupiter-moon-life-europa-fish.html
http://news.nationalgeographic.com/news/2008/12/081210-europa-oceans.html