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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Dicas para se tornar intelectualmente mais interessante

Oi, pessoal! Estou de volta aqui! É, o blog ficou outra vez parado por meses, mas vou tentar mantê-lo mais ativo agora (é, eu sempre digo isso e nunca cumpro... mas uma hora ele decola, eu prometo!).
Bom, para aqueles que não sabem, estou também com outro blog, o Earthling Nature (em inglês) junto com alguns amigos. Estou pensando em publicar uma versão em português dos posts, de alguns ao menos, aqui.

Enfim, hoje não estou aqui para falar especificamente de biologia, astronomia, física, química, matemática ou qualquer outra área da ciência, mas sobre conhecimento em geral e como consegui-lo. As pessoas costumam ficar impressionadas ou admiradas com o meu conhecimento em uma ou várias áreas, como se fosse algo sobre-humano ou algo assim. Elas costumam me perguntar “qual o seu segredo para ser tão inteligente?” ou “você pode me emprestar seu cérebro?”. Bem, eu não posso emprestar meu cérebro pra ninguém, mas mesmo se pudesse, eu não o faria. Afinal, eu o “treinei” com meu próprio esforço e acho que eu é que mereço usá-lo, não? Será muito melhor você treinar o seu próprio =). E eu realmente não acho que saiba tanto assim. Sou eu que fico impressionado com o quão pouco a maioria das pessoas sabe. Sério...
"Jovem leitor" por Francisco Farias Jr.
Anyway, para aquelas pobres almas que pensam que não podem ficar mais espertas, eu tenho uma novidade: você na verdade pode, mas depende do seu esforço para conseguir.
Assim eu decidi gastar um pouco do meu precioso tempo para lhes contar como conseguir isso, ou seja, eu lhes contarei “meu segredo” finalmente. Se você pensa que estas dicas não podem ser seguidas por você, por qualquer razão que seja, então pare de se queixar porque você está escolhendo ser intelectualmente entediante. E eu também não acho que muitas das mentes menos capazes vão sequer ler isso, simplesmente porque elas não estão nem aí. Se você está lendo isso, provavelmente já é alguém intelectualmente interessante.

Enfim, vamos às dicas.
1 – Você não precisa gostar de aprender, você tem que amar! É, se você quer se tornar mais sábio e mais esperto, você tem que amar adquirir conhecimento. Como você acha que vai aprender coisas novas se você não está nem um pouco interessado?
2 – Não dependa de professores. Se você espera que tudo vai ser ensinado para você por outra pessoa, você está totalmente perdido. Você tem que ir aos livros, websites, artigos científicos, documentários e a campo para absorver por você mesmo. Você nunca melhorará se você ficar preso somente ao que os outros lhe ensinam.
3 – Leia livros, todos os tipos de livros, quero dizer, leia aqueles que parecem interessantes para você, mas seria legal ler os clássicos também, para assim amplificar sua visão do mundo e, claro, poder ter conversas legais.
4 – Não seja invejoso. Se você conhece alguém que sabe mais do que você, não faça disso uma razão para odiá-lo(a), mas para admirá-lo(a). Afinal, não é culpa deles se você não se dedicou tanto quanto eles.
5  Converse sobre os assuntos que lhe interessam com outras pessoas que também possuem os mesmos interesses. É sempre estimulante compartilhar conhecimento e pontos de vista, pois isso pode ampliar sua abordagem do tema ao observá-lo através de diferentes prismas, talvez até levando a uma brilhante ideia.

E é basicamente isso. Simples, não é? Chega a ser óbvio. Não há nenhum grande segredo, é só querer!

domingo, 14 de agosto de 2011

34 anos do sinal Wow!

Hello, folks!
Numa nova tentativa de reativação do blog, vou falar um pouco sobre o sinal Wow! que está completando 34 anos.
Em 15 de agosto de 1977, às 23:16 horas, o astrônomo Dr. Jerry R. Ehman detectou um forte sinal de rádio de banda estreita enquanto trabalhava num projeto do SETI no radiotelescópio The Big Ear na Universidade do Estado de Ohio. O sinal durou 72 segundos e vinha da zona oeste da constelação de Sagitário e alcançou uma intensidade 30 vezes superior a do ruído de fundo, mas não foi mais detectado desde então.
O protocolo utilizado não incluía a gravação dos sinai, sendo que este foi apenas registrado pelo computador numa seção de papel contínuo. Dias depois, o jovem professor Jerry R. Ehman, enquanto trabalhava como voluntário no projeto SETI revisando os registros do computador, descobriu o sinal. Fascinado com o fato de este sinal alcançar a assinatura esperada para um sinal interestelar na antena usada, Ehman circulou-o no papel e escreveu o comentário "Wow!" ao seu lado, fazendo com que este comentário se tornasse o nome com que o sinal passou a ser conhecido.
O código alfanumérico circulado, 6EQUJ5, descreve a variação da intensidade do sinal. Um espaço representa uma intensidade entre 0 e 1, os números 1 a 9 representam as intensidades correspondentes (de 1,0 a 10,0), e intensidades acima destas são representadas por letras (A para 10,0 a 11,0; B para 11,0 a 12,0; etc.). O valor mais alto detectado foi U (entre 30,0 e 31,0), o que em escala linear é mais de 30 vezes mais alto que o ruído normal de fundo.
Os valores assumido para a frequência foram 1420,356 MHz (por J. D. Kraus) e 1420,4556 MHz (por Ehman). Esta frequência é significativa pelo fato de o hidrogênio, que asume-se seja o elemento mais abundante do Universo, ressoa a cerca de 1420 MHz, de forma que extraterrestres poderiam usar esta frequência para transmitir um sinal forte. Também é importante notar que esta frequência é parte do "espectro protegido", uma banda na qual transmissores terrestres são proibidos de transmitir.
A determinação precisa da origem do sinal foi difícil pelo fato do telescópio usar duas antenas para procurar por sinais, cada uma apontando para uma direção ligeiramente diferente. O sinal foi detectado por uma das antenas, mas o processamento dos dados ocorreu de maneira que é impossível determinar por qual delas ele entrou.
O que se pode concluir é que o sinal veio de algum ponto da constelação de sagitário, a cerca de 2.5 graus ao sul do grupo estelar de quinta magnitude Chi Sagittarii. A estrela facilmente visível mais próxima é Tau Sagittarii.
O sinal era esperado ser detectado pelas duas antenas com uma diferença de 3 minuto entre elas, mas isso não ocorreu. Diversas tentativas de detectar novamente um sinal similar nos anos seguintes não obtiveram sucesso. Diversas especulações sobre a origem do sinal foram levantada, mas nada foi conclusivo.

Vocês podem ouvir uma reconstrução do que o sinal teria soado aqui.
O som inevitavelmente me fez lembrar dos sons agudos ouvidos nos episódios da série clássica de Star Trek, não concordam? "Captain! We detected a strong signal coming from Chi Sagittarii!"

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Mulheres aumentam a inteligência de um grupo

E lá vão as mulheres se gabar ainda mais

A pesquisadora Anita Woolley e sua equipe, da Universidade Carnegie Mellon em Pittsburgh, mediram a inteligência grupal e as influências dos indivíduos sobre ela. Para medi-la, 699 foram divididas em grupos de 2 a 5 indivíduos e lhe foram dadas taredas simples como brainstorming, raciocínio moral, resolução de quebra-cabeças, digitação e negociação.

O resultado demonstrou que a inteligência individual dos integrantes não representou grande papel na inteligência do grupo. Sensibilidade social foi de longe o fator mais importante. Outros pontos de grande influência foram o tempo em que os grupos permaneciam falando e o número de mulheres neles. Wooley acredita que isto se deva ao fato de as mulheres terem uma sensibilidade social maior que os homens.

A influência do gênero dos integrantes foi uma surpresa, pois vai contra estudos anteriores que mostravam que em grupos mistos, as mulheres geralmente se sentiam ignoradas.

Wooley diz que processos de seleção usados para formar grupos em locais de trabalho podem precisar ser reavaliados, alterando o foco da inteligência individual para habilidades de colaboração.

Fonte: http://www.newscientist.com/article/dn19530-social-sensitivity-trumps-iq-in-group-intelligence.html