Fazem hoje 377 anos que Galileu foi julgado diante da Congregação pela Doutrina da Fé por ensinar que a Terra orbita o Sol.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Eppur si muove
Fazem hoje 377 anos que Galileu foi julgado diante da Congregação pela Doutrina da Fé por ensinar que a Terra orbita o Sol.
domingo, 19 de setembro de 2010
O olho da aranha

Como a maioria das aranhas, as aranhas-saltadoras possuem oito olhos, dos quais um par é vestigial e outro é relativamente grande e direcionado para a frente. Quanto aos dois outros pares, pensava-se serem simplesmente sensores de movimento.
Contudo um experimento realizado pelo estudante de PhD Daniel Zurek, da Universidade Macquaire, derrubou essa ideia. Ele cobriu os olhos principais e o par menor posterior de 52 aranhas da espécie Servaea vestita com silicone dental removível, mantendo apenas o par menor anterior descoberto.
Os resultados foram inesperados: mesmo com apenas um dos pares secundários descoberto, as aranhas eram capazes de perseguir moscas e pontos se movendo numa tela, até mesmo pontos pouco contrastantes com o fundo, que eram muito difíceis de outros animais detectarem. Considerando o pequeno tamanho destes olhos, isto demonstra uma eficiência admirável.
Outro fato interessante é que estas aranhas possuem cerca de 500 mil neurônios, o que é metade do que uma abelha possui. Muitos deles são dedicados aos olhos, até mesmo aos vestigiais. Segundo Ximena Nelson, supervisora de Zurek, há uma possibilidade de que "muitas das decisões são feitas mais próximas do nível da retina do que do cérebro".
Fonte: http://www.australasianscience.com.au/article/issue-september-2010/eye-spider.html
sábado, 18 de setembro de 2010
Sacudindo

De acordo com o Dr. Gregory Johnston da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Flinders, "Diferente da maioria das rãs, a perereca-de-olhos-vermelhos não demonstram qualquer evidência de fêmeas escolhendo um macho pela voz mais alta ou mais bonita". Em vez disso, as fêmeas parecem felizes de se acasalar com qualquer macho em cujo território estejam vagando, fazendo com que o território seja realmente importante.
Johnston foi a América Central tentar descobrir por que os machos desta espécie são tão mais brilhantemente coloridos do que os de outras espécies e pensou que isto deveria simbolizar alguma sinalização, em especial por eles exporem uma região particularmente colorida quando outro macho invade seu território.
Contudo, isso ocorre em situações em que os machos sacodem os galhos em que estão sentados, aparentemente para deter os outros machos. Aparentemente, as sacudidas são importantes para demonstrar o tamanho e força de um macho, afastando os rivais. Este é o primeiro caso de um vertebrado arborícola se comunicando por vibração.
Esta descoberta pode ajudar a explicar por que esta espécie está desaparecendo em regiões próximas a estradas nas florestas chuvosas da América Central. A passagem constante de caminhões pelas estradas podem estar afastando as pererecas, que talvez estejam temendo rivais inimaginavelmente podersosos.
Fonte: http://www.australasianscience.com.au/article/issue-september-2010/frogs-shake-tree.html
Álbum de Família
A foto foi formada a partir de três imagens tiradas através filtros de cores e, como a Terra se apresentava muito mais brilhante, a Lua foi artificialmente clareada por um fator de 3 relativo à Terra de forma que ambos os corpos pudessem ser claramente vistos na impressão.
Fonte: http://visibleearth.nasa.gov/view_rec.php?id=546
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Por que a música nos move
Novas pesquisas explicam o poder da música sobre emoções humanas e seus benefícios para o nosso bem estar físico e mental
Li agora há pouco um artigo da Scientific American Mind sobre a influência da música e decidi comentá-lo aqui, reativando com isto meu blog há muito abandonado, e espero mantê-lo ativo de agora em diante!
Enfim, vamos ao assunto...
O texto, de autoria de Karen Schrock, faz uma síntese sobre as mais recentes teorias sobre como e por que a música influencia tanto as nossas vidas, algo que tenta ser explicado há séculos por filósofos e cientistas. Como Schrock diz, "ela nos consola quando estamos tristes, nos anima em tempos felizes e nos conecta aos outros, mesmo que escutar o iPod ou cantar "Parabéns a você" não pareça ser necessário para a sobrevivência ou reprodução."
Há uma teoria de que a influência musical sobre nós tenha sido uma consequência aleatória de nosso sistema nervoso central, surgindo da sua habilidade de sequestrar sistemas cerebrais construídos para outros propósitos como linguagem, emoção e movimento. E devido a isto, a música é capaz de oferecer um sistema de comunicação inovador baseado mais em emoções do que em significados. Dados recentes mostraram que a música leva inevitavelmente a certos sentimentos: o que sentimos ao ouvir uma música é extraordinariamente similar ao que todas as outras pessoas no local estão sentindo.
Desde os anos 50, muitos psicólogos vêm tentando explicar o poder da música ao comparar a apreciação por música com a fala. Afinal, num nível mais primitivo, o entendimento de ambas necessita de uma habilidade de detectar sons. Hoje já se sabe que o córtex cerebral auditivo processa elementos musicais básicos, como tom (frequência) e volume, enquanto as áreas vizinhas do córtex auditivo são responsáveis por processar padrões mais complexos como ritmo e harmonia.
Assim como a linguagem, a música é composta de uma gramática que organiza componentes menores, como acordes musicais. Já se sabe também que a música é capaz de excitar regiões cerebrais responsáveis pelo entendimento e produção de linguagem, como as áreas de Broca e Wernicke, localizadas no hemisfério esquerdo. Portanto, a sintaxe musical, como a organização dos acordes numa frase, podem ter surgido a partir de mecanismos evoluídos para organizar e entender a gramática.
Contudo a música também necessita de outros sistemas cerebrais, principalmente aqueles que governam emoções como medo, prazer e pesar. Pessoas com danos à amídala, por exemplo, que controla as sensações de medo, levam a um desequilíbrio da habilidade de sentir medo e, em alguns estudos, tristeza em resposta a uma canção. Assim, muitos pesquisadores conjeturam que a música evoluiu "na garupa" de outras regiões do cérebro dedicadas a linguagem, sentimentos e outras funções. "Penso haver uma boa chance de que a música é simplesmente um efeito colateral de coisas que evoluíram por outras razões", diz o cientista auditivo Josh McDermott, atualmente na Universidade de Nova Iorque.
Fonte: http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=why-music-moves-us e o artigo do referido volume da revista
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
As estrelas II - Aspectos
1. Massa: todo mundo que já estudou química e física sabe o que "massa" significa. É a quantidade de matéria existente num determinado corpo. As estrelas, com seu imenso tamanho, possuem uma quantidade gigantesca de massa. O Sol, por exemplo, possui uma massa de 1.9891 x 10^30 quilos, ou seja, quase 2 nonilhões de quilos ou 2 octilhões de toneladas. Por estes números serem tão absurdamente altos, a massa de uma estrela, para simplificação, costuma ser apresentada numa unidade chamada "massa solar" (símbolo M☉). Uma estrela com 2 M☉ possui duas vezes a quantidade de massa que o Sol.
2. Temperatura: este termo é bem claro. Indica o quão quente é a estrela. A temperatura costuma ser representada em Kelvin, a unidade de medida padrão em física para temperatura. Para converter graus Celsius em Kelvin, basta adicionar 273.15 ao valor. Assim, um objeto com temperatura de 50 graus Celsius possui 323.15 Kelvin. A temperatura da superífice do Sol é de cerca de 5778 K.
3. Idade: indica o quão velha é a estrela, ou seja, há quantos anos ela existe (desde que se formou nos processos que serão discutidos em outra postagem). Esta idade pode variar de escalas de unidades a até bilhões de anos. A idade do Sol é estimada em 4.57 bilhões de anos ou 4.57 Gy (gigayears, inglês para "giga-anos").
4. Magnitude: indica o brilho de uma estrela ou outro corpo celeste. Em palavras mais técnicas, indica uma medida logarítmica do brilho de um objeto medido num comprimento de onda ou intervalo de comprimentos de onda específico, geralmente em comprimentos de luz visível ou infravermelho curto. Quanto mais brilhante um objeto é, menor é sua magnitude, podendo ela chegar a padrões negativos. Esta medida pode parecer bizarra, e de fato é de alguma forma.
Sua origem remonta ao astrônomo grego Hiparco. Ele classificou os objetos estelares em relação ao quão brilhantes eles apareciam. Os mais brilhantes possuíam magnitude 1, os próximos mais brilhantes tinham magnitude 2, indo até a magnitude 6 que incluía os mais fracos visíveis. Esta escala possui cerca de 2 mil anos de idade. A estrela Vega foi definida em tempos modernos como tendo uma magnitude zero, a partir da qual as outras eram medidas. (Instrumentos modernos redefiniram a magnitude desta estrela para 0.03). A estrela mais brilhante no céu noturno, Sirius, possui uma magnitude de -1,46 a -1.5.
Um problema na medição da magnitude se deve ao fato de o olho humano ser mais sensível à luz vermelha do que à luz azul. Já filmes fotográficos são mais sensíveis ao azul do que ao vermelho, o que pode causar uma diferença entre a magnitude visual e a fotográfica. Ao medir a luminosidade com instrumentos específicos, encontramos um fator de multiplicação de 2.512 (a raiz quinta de 100) entre as magnitudes, numa escala logarítmica e não linear. (ou seja, uma estrela de magnitude 2 é cerca de 2.5x mais brilhante do que uma de magnitude 3).
Os astrônomos definem 2 tipos de magnitude: magnitude aparente e magnitude absoluta.
Magnitude aparente: mede o brilho de uma estrela, ou seja, o quão brilhante ela é vista da Terra. Por exemplo, a estrela Alfa do Centauro tem um valor de magnitude aparente menor (mais brilhante) do que Betelgeuse, o que se deve ao fato de a primeira estar muito mais próximo da Terra do que a segunda.
Magnitude absoluta: mede a luminosidade de uma estrela, ou seja, quanta luz ela emite. Corresponde à magnitude aparente a partir de uma distância padrão. (Para estrelas, essa distância foi estipulada em 10 parsecs, que correspondem a 32.6 anos-luz). A magnitude absoluta de Betelgeuse é muito menor do que a de Alfa do Centauro, porque é muito mais luminosa.
5. Tamanho: indica o quão grande a estrela é. Pode ser indicado pelo raio ou volume da estrela. O Sol possui um raio de 695500 km e um volume de 1.412 x10^18 km³ (1412 quadrilhões de quilômetros cúbicos). A medida do raio costuma usar o padrão R☉ (raios solares).
6. Tipo espectral: representa as características espectrais ("cor") da estrela. Descreve a forma como sua cromosfera (termo a ser discutido posteriormente) está ionizada, fazendo-a emitir uma quantidade maior de luz numa determinada faixa do espectro de luz, o que ajuda a determinar sua temperatura. Atualmente as estrelas são classificadas usando as letras O, B, A, F, G, K, M onde O são as mais quentes e M as mais frias. Informalmente a cada uma destas classes é atribuída uma cor, mas esta pode variar dependendo das condições em que o observador se encontra.
Estrelas O são chamadas de "azuis", B "branco-azuladas", A "brancas", F "branco-amareladas", G "amarelas", K "laranjas" e M "vermelhas".
O atual sistema de classificação de Morgan-Keenan (não é Morgan Freeman!), adiciona ainda um número entre 0 e 9 para indicar a décima parte na distância entre uma classe e outra. Ou seja, uma estrela de classe A5 está na metade do caminho entre uma A0 e uma F0. Além disso se acrescenta ainda um número romano entre I e V para expressar certas linhas de absorção do espectro da estrela, que ajudam a definir qual a quantidade de luminosidade emitida pela estrela e qual a fase de vida em que ela se encontra. O tipo espectral do Sol é G2V.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
As estrelas I - Uma breve introdução
Assim decidi fazer uma série de postagens explicando o básico sobre as estrelas. Estes corpos celestes luminosos que iluminam nosso céu não são apenas uma porção de pontos brilhantes iguais. As estrelas são bastante diversas e tem um ciclo de vida com fases distintas. Aspectos importantes incluem sua massa, temperatura, idade, magnitude, tamanho, cor, luminosidade, etc...
Mas vamos começar do começo. O que exatamente é uma estrela? Mais do que bolas brilhantes, as estrelas são esferas gigantescas de plasma mantidas juntas pela gravidade e que brilham devido às reações de fusão nuclear que ocorrem em seu interior, liberando enormes quantidades de energia.
Praticamente todos os elementos químicos acima do hidrogênio e do hélio são formados através de processos de fusão nuclear em estrelas.
As estrelas podem existir sozinhas, em duplas (sistemas binários), em trios ou mais (sistemas múltiplos) ou formar aglomerados. Um grande amontoado de estrelas formam uma galáxia.